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Episódio #15: As dificuldades de enterrar os entes queridos na Jaguariúna de antigamente

· Gislaine Mathias/Estrela da Mogiana
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Voltando no tempo, no livro Tanquinho Velho – No caminho da história, Beraldo de Souza relatou que quando Jaguariúna passou a ter cemitério, os moradores do bairro traziam seus entes queridos para serem enterrados nesse local. Anteriormente, os enterros ocorriam no cemitério do bairro.
 
Os enterros eram conduzidos a pé, pelo caminho do Picadão no Tanquinho Velho até a Vila de Jaguary. Eram aproximadamente sete quilômetros de distância. Naquele tempo existia o uso obrigatório do luto por toda a família do falecido durante um ano. Era costume usar roupas pretas.
 
Era uma maneira de mostrar respeito não cantar e nem tocar algum tipo de instrumento durante o luto. Os radinhos eram desligados e guardados pelo mesmo período, em respeito a memória do falecido.
 
Essas informações estão nas páginas 77 e 78 do livro Tanquinho Velho – no caminho da história de Jaguariúna.
Estradão do Picadão no Tanquinho Velho (reprodução)
Estradão do Picadão no Tanquinho Velho (reprodução)