Cerâmica Santa Cruz levava o nome de antiga fazenda e chamava a atenção pelas enormes chaminés
por Gislaine Mathias/Estrela da Mogiana em 17/05/2022
A Cerâmica Santa Cruz, com suas enormes chaminés, fabricava telhas e tijolos, e com o passar do tempo começou produzir lajes.Com experiência em cerâmica desde os 10 anos de idade, Guarino Zanon veio de Santa Gertrudes, em 1946, com 25 anos, para morar na fazenda e se tornou gerente de produção da cerâmica.
Ele foi convidado pelo proprietário José Theodoro de Lima, que conheceu o trabalho que realizava em outras cerâmicas, pois tinha a habilidade de conseguir analisar apenas tocando no barro/argila, qual tinha uma boa qualidade para ser utilizado pela cerâmica.
De acordo com a filha, Marici Aparecida Zanon Alface, a Fazenda Santa Cruz era gigantesca, ia da Roseira de Baixo, sendo que tinha casas de colonos na Roseira de Cima e seguia até perto do rio Jaguari.
A fazenda produzia café, algodão, laranja, uva, tinha moinho de milho e muito marmelo, que era transportado para a fábrica de marmelada. A produção da Cerâmica era levada para Campinas, Pedreira e todas as cidades da região. A estimativa é de que existiam cerca de 40 colonos na fazenda.
Galeria de Imagens:
- Guarino Zanon realizando a leitura na missa realizada na Fazenda Santa Cruz (elas aconteciam no terreiro onde secavam café) ao fundo são as casas que existiam perto da sede da fazenda. A primeira casa à direita era onde Marici morava
- Guarino Zanon e um dos donos da Fazenda Santa Cruz, provavelmente o senhor José Theodoro de Lima
- Guarino Zanon segurando uma telha francesa fabricada na cerâmica.
- Enormes chaminés chamavam a atenção de quem passava na estrada
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