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Distribuidora e fábrica de linguiça são lacradas por irregularidades em Jaguariúna

por Redação/Estrela da Mogiana em 05/12/2017 arquivo sem legenda ou nomeA Operação Carne Fraca resultou no fechamento de uma distribuidora de alimentos e uma fábrica que industrializava linguiças de forma clandestina, na segunda-feira, dia 27, em Jaguariúna.
 
A ação ocorreu em decorrência de uma denúncia anônima feita à Polícia Civil que teve o apoio do Departamento de Fiscalização e da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Jaguariúna, além do órgão fiscalizador da Secretaria Estadual de Agricultura.
 
Conforme informação da Polícia Civil, a produção chegava a quase 20 toneladas de linguiças no mês.
 
Os policiais e os responsáveis pelos órgãos de fiscalização estiveram em dois endereços. A primeira diligência foi na Rua Maranhão, onde um casal foi encontrado e acompanhou o trabalho dos policiais e dos fiscais.
 
Nesse local foi constatada a distribuição irregular de produtos de origem animal produzidos e embalados de forma clandestina. Os responsáveis foram notificados pelo departamento de Fiscalização de Jaguariúna para que encerrem as atividades de imediato e também foram autuados pela Vigilância Sanitária.
 
Em seguida, com base nas informações fornecidas pelo casal, policiais e fiscais estiveram no Sítio Jequitibá, localizado em Pedreira, próximo à divisa com Jaguariúna, onde verificaram a fabricação irregular de embutidos (linguiça) com a marca “Markine” e encontraram inúmeras embalagens plásticas e de papelão sem conter as informações obrigatórias por lei.
 
A empresa que funciona no Sítio Jequitibá foi autuada pela Fiscalização Estadual da Defesa Agropecuária de São Paulo e teve as instalações lacradas.
 
O diretor do departamento de Fiscalização Tributária de Jaguariúna, Ícaro Biotto Battoni, o local não apresentava as condições necessárias para fabricação de alimentos e tampouco as certificações estadual e municipal para funcionamento. Conforme a Polícia Civil, mais de duas toneladas de carnes foram apreendidas e serão destruídas.
 
O dono do local revelou também que os resíduos da fabricação de linguiça eram despejados num rio próximo sem qualquer tratamento.
 
O Instituto de Criminalística de Mogi Guaçu foi acionado e o dono do barracão onde a linguiça era embalada foi encaminhado à delegacia de Polícia de Jaguariúna, onde acabou autuado em flagrante pela delegada Juliana Belinatti Menardo por crimes contra a relação de consumo. E aguardará preso a decisão judicial. 
 
 
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