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Onça é atropelada em rodovia e passa por cirurgia ortopédica no Hospital Veterinário da UniFAJ

por Redação/Estrela da Mogiana em 10/07/2017 arquivo sem legenda ou nomeUma onça fêmea da espécie Puma concolor, conhecida como onça-parda, de três anos, pesando 28kg, foi atropelada na SP-147, em Mogi Mirim, fraturando o fêmur e foi conduzida para o Hospital Veterinário da UniFAJ para os primeiros socorros.

O atropelamento ocorreu em 30 de junho. Na noite do dia 3 de julho, o animal retornou ao hospital para passar por uma cirurgia ortopédica, sendo realizada pelos profissionais que integram o Projeto Corredor das Onças, que é fruto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o Instituto de Economia da UNICAMP.

A operação foi conduzida pelo voluntário Gustavo R. Nucci, e a intenção inicial do procedimento era estabilizar a fratura com placa e parafusos, mas segundo o médico se tratava de uma fratura exposta que já havia sido contaminada e a opção foi por utilizar implantes realizando uma osteosíntese por pinos de Schanz. Todo procedimento teve duração de uma hora e meia.

O principal objetivo da cirurgia foi diminuir as chances do animal ter sequelas, o que implicaria no seu modo de vida. Segundo a analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Márcia Rodrigues, que acompanhou a cirurgia, a onça está respondendo muito bem e a recuperação será apenas uma questão de fisioterapia.

A Mãlie, como foi carinhosamente apelidada, deve na próxima semana ir para o recinto de reabilitação em Itapira para sua recuperação, sendo observada diariamente e de acordo com a resposta do seu organismo ela voltará para seu habitat natural. Lembrando que a raça do animal está na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção e os poucos existentes estão vivendo no interior paulista em canaviais.

De acordo com o Projeto Corredor das Onças a maioria dos atropelamentos resulta em morte, pois o resgate animal não é acionado. O recomendado é que após um acidente envolvendo animais silvestres o local seja sinalizado e a polícia rodoviária fique ciente do ocorrido. Outro informe é a importância do motorista respeitar a velocidade de trânsito determinada para aquela estrada. 

“Quando o animal morre, a concessionária tem que enterrar em até seis horas. Se o animal não morre ele tende a se refugiar no mato, podendo vir a óbito por hemorragia ou por inanição, uma vez que não terá condições de obter o seu próprio alimento. Daí a grande importância do motorista parar o veículo e acionar o resgate!”, frisa Márcia.
 
O Hospital Veterinário da UniFAJ oferece total apoio ao projeto disponibilizando a estrutura do local para socorrer os animais que correm perigo de morte, assumindo uma responsabilidade social de ajudar os envolvidos a prestar socorro a fauna silvestre.

O médico veterinário é formado pela UniFAJ, na turma de 2007, e quando ainda era estudante foi estagiário do hospital revelando que deve muito ao local por todo aprendizado. “Isso é gratificante. Esse é o grande potencial da veterinária na FAJ, aprender e praticar”, frisou.
 
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