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Seis mil pessoas acompanham as apresentações da Paixão de Cristo na Matriz

por Gislaine Mathias/Estrela da Mogiana em 28/04/2017 arquivo sem legenda ou nomeA peça Paixão de Cristo reuniu em torno de seis mil pessoas, nas três apresentações, nos dias 9, 12 e 14 de abril, no portal de entrada da Matriz de Santa Maria.

O dia de maior público foi na Sexta-Feira Santa, dia 14, quando a Procissão do Senhor Morto fez parte da encenação, proporcionando a união entre atores e católicos.

A secretária de Turismo e Cultura, Maria das Graças Hansen Albaran dos Santos disse que ficou muito feliz, principalmente, por ter inovado e pela população responder a essa novidade de forma muito positiva.

“Fiquei feliz pelo resultado, pelo público, e principalmente pela participação das pessoas e da comunidade dentro da casa de Jesus, na Matriz”, analisou a secretária completando que a cena considerada mais comovente é quando Nossa Senhora pega Jesus nos braços após a crucificação, mas o momento de maior emoção é a ressurreição.

O padre Milton Modesto analisou que a colaboração do município com a igreja vai fortalecer cada vez mais a cidade no sentido de fazer transparecer a fé do povo. “Essa parceria deve ser ampliada e fazer desse momento não só um espetáculo, mas um momento de evangelização.Neste ano, nós conseguimos colocar a procissão no meio da encenação, então vejo, com bons olhos essa parceria”, analisou o padre completando que essa união deve ser concretizada não só na Paixão de Cristo mas em todas as outras necessidades da cidade, da administração e das paróquias.

O ator Renan Nascimento disse que neste ano a proposta foi bem diferente e proporcionou uma aproximação do espetáculo com a igreja e os fiéis. “Unir o lado artístico e a igreja foi bastante interessante e deu uma nova leitura para o espetáculo”, frisou Renan completando que interpretar um sacerdote foi complicado por ser um personagem que precisa mostrar soberania e muita postura.  

Para o ator José Vinícius Pinto foram três apresentações maravilhosas que contaram com a dedicação de todo o elenco. “Eu tive ajuda dos diretores e do meu pai para incorporar o meu personagem, que é muito difícil de realizar porque Jesus era muito doce e calmo, e atraia pelo olhar, então, tive que cultivar bastante pelo olhar, pelo modo de falar, de andar e de movimentar, por isso, foi um papel difícil que precisou de muito estudo”, frisou Vinícius.

Ele recordou que o seu pai e os seus tios já encenaram essa peça em frente da igreja. “É muito bom poder voltar onde tudo começou e eu aprendi muito com o meu tio João Pinto para realizar esse papel”, destacou o ator completando que o momento mais marcante foi a crucificação.

O supervisor artístico e produtor, João Paulo Nascimento disse que foi muito interessante fazer o espetáculo num novo local por ser um aprendizado. “Trazer para próximo da igreja foi importante porque teve a participação efetiva da comunidade católica, ou seja, 80% do elenco era formado por membros da igreja. Foi uma experiência nova e super válida”, analisou João Paulo. 
 
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