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Trilhos da História #16: No tempo do carbono, da máquina de escrever e da escola de datilografia

por Gislaine Mathias/Estrela da Mogiana em 08/05/2026
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Imagem do PodcastNa era da máquina de escrever, a datilografia se tornou um importante aliado ao surgimento de novas oportunidades de aprendizado e empregos.
 
A primeira Escola de Datilografia de Jaguariúna foi implantada pelo Padre Gomes e as aulas aconteciam no Salão, onde atualmente funciona a Creche Santo Antonio.
 
Maria Helena Borges da Silva, conhecida como Marlene Borges, assumiu a função de professora em setembro de 1974, no lugar de Carmem Maria dos Santos, com quem aprendeu a profissão.
 
Na época eram sete máquinas, mas com o tempo, o Padre Gomes foi adquirindo mais equipamentos até chegar a um total de 30.  Os alunos, com idade a partir dos 11 anos, aprendiam a redigir todos os tipos de cartas e documentos, ofícios, memorandos, atestados, contratos, atas e recibos, e usavam desde papel carbono, estêncil até pautado.
 
Primeiro veio a máquina manual, depois a elétrica e eletrônica. Com o certificado, era possível arrumar emprego em diversos locais, como, escritórios, cartórios, clínicas e bancos.
 
De 1974 até 2002, a estimativa é que 5.912 alunos passaram pelas aulas de datilografia, em Jaguariúna. Na atualidade, em alguns casos, as pessoas ainda utilizam as velhas máquinas de escrever.
Professora Marlene com a aluna Stefani Scareli durante aula na Escola de Datilografia no Salão do Padre (Arquivo pessoal)
 
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