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Trilhos da História #14: As dificuldades da comunicação por telefone no passado de Jaguariúna

por Gislaine Mathias/Estrela da Mogiana em 01/05/2026
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Imagem do podcastFalar ao telefone há 50 anos não era uma tarefa tão fácil como na atualidade. E quando Antonio Marques de Oliveira chegou à cidade, no ano de 1965, o Centro Telefônico de Jaguariúna, contava com 100 telefones.
 
Com uma visão de empreendedor, Antonio, que logo passou a ser chamado pelo apelido de Toninho do Centro, apostou em mudanças, tais como, a troca de postes e a fiação, além da criação de um posto de serviço, no bairro Roseira.
 
Em pouco tempo, foi registrado o crescimento do número de telefones, chegando a marca de 300 terminais.
 
A colocação de postes de madeira e a troca de fiação eram realizados de forma braçal, pois não existiam equipamentos. Naquela época, Toninho do Centro contava com uma caminhonete e a ajuda de dois funcionários.
 
As ligações eram feitas somente pelas telefonistas e quando eram solicitadas pelos usuários, em suas residências. Já para quem não tinha aparelho de telefone em casa, podia recorrer à cabine telefônica.
 
Outra complicação era no momento do interurbano, pois a demora podia ser até de um dia para conseguir falar com a pessoa de uma outra cidade. Na maioria das vezes, as ligações não chegavam com boa qualidade sonora para os usuários.
 
O preço da ligação era por minuto e quando terminava de falar já era passado o valor. A conta das ligações de cada pessoa era feito à mão, contendo todas as informações. Todo mês entregava a conta para os usuários. 
 
O Centro Telefônico contava com quatro telefonistas, e funcionava até às 22h. Depois desse horário até a manhã seguinte, a família se revezava no atendimento das ligações. O Centro Telefônico chegou a funcionar até por volta de 1977, quando foi assumido pela Telesp.
 
Essas informações estão na edição especial de aniversário de 64 anos de emancipação político-administrativa de Jaguariúna, produzido pelo site Estrela da Mogiana, 
A telefonista Adair Bodini era uma das funcionárias do Centro Telefônico (Foto família)
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