
A proposta da performance, segundo o diretor e ator Marcelo Masselani, é que cada atriz represente uma região do país, utilizando textos de poetisas e levando o público a refletir sobre a data e a luta, que é o Dia da Mulher.
Ele ainda lembrou que o grupo Já de Teatro levou em outra oportunidade para a praça reflexões sobre a mulher. “Já fizemos um ‘hapenning’ com vestidos de noivas e imagens de mulheres agredidas. A proposta desta vez é mostrar, através das poetisas das diversas regiões do país, a diversidade e a singularidade da mulher. Também é falar de luta de tantas mulheres negras, trabalhadoras, sonhadoras”, enalteceu Marcelo.
A atriz Sarah Lua disse que 8 de março, Dia Internacional da Mulher, não é data comemorativa. “É dia de luta. Dia de lembrarmos de todas as mulheres que vieram antes de nós, de suas cicatrizes e de sua força sagrada de ser mulher. Cuidado, mulher! Hoje é dia em que o machismo e o patriarcado se escondem em rosas, bombons e mensagens de Feliz Dia da Mulher. Quando eu acordar e ver que todas as mulheres estão livres de suas correntes e mordaças, livres da opressão, livres da violência e do machismo, aí sim, o dia será feliz”, disse Sarah.
Ela lembrou que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil e que a cada 5 minutos ocorre uma agressão. “Também não podemos esquecer que durante o Carnaval do Rio de Janeiro, uma mulher foi agredida a cada 3 minutos. Uma mulher é morta a cada duas horas no Brasil. O nosso caminho de mulher é árduo”, frisou a atriz.
De acordo com dados, 94% das mulheres conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem do seu conteúdo. A maioria das pessoas (60%) pensa que ao ser denunciado, o agressor vai preso. 89% das vítimas de estupro no Brasil são do sexo feminino e do total, 70% são crianças e adolescentes. Segundo a atriz não existe motivo de comemoração.
“Nesta data eu celebro a luta de nós mulheres nas ruas e esbravejando por nossos direitos e pela igualdade. Hoje é dia de luta!”, concluiu.
