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Atleta de Jaguariúna está na lista dos principais nomes do fisiculturismo feminino nacional
por Gislaine Mathias/Estrela da Mogiana em 04/01/2017
A fisiculturista Patrícia Aguiar teve um ano bastante produtivo e com muitas conquistas para a sua carreira esportiva.Ao se tornar destaque no fisiculturismo em 2016, ela já realiza o planejamento para a próxima temporada onde pretende ter como foco o calendário de competições internacionais.
“Esse ano foi de grandes frutos para a minha carreira, pois dei um passo importante ao estrear internacionalmente nos palcos. Esse é o divisor de águas na carreira de uma atleta, competir fora do País e eu fiz isso por duas vezes representando o Brasil”, analisou a fisiculturista que conquistou neste ano os troféus de vice-campeã no Mercosul, no Paraguai e no Campeonato Brasileiro, e o título no Sul-Americano na categoria Miss Toned Figure, em Curitiba, sendo o principal pódio, em 2016.
Ela ainda disputou o Mundial em Natal e também conseguiu vaga para o Mr. Universe, na Inglaterra, que é considerado o campeonato mais antigo e tradicional no cenário internacional. Disputando com 20 atletas de vários países, ela terminou em 7º lugar.
“Todo o trabalho foi reconhecido ao ganhar a tão sonhada vaga para o Universe e estou feliz por estar classificada para essa competição novamente no próximo ano”, frisou.
Na próxima temporada, Patrícia pretende manter as boas colocações, tentar o bicampeonato no Sul-Americano e ficar entre as Top 6 no Universe.
“A temporada começa com o Brasileiro nos dias 19 e 20 de maio; depois ocorre o Mundial em Samara, na Rússia, no dia 17 de junho; o Sul-Americano em setembro, na Bolívia e no mês de outubro, o Mr. Universe na Inglaterra. Ainda não sei se disputarei o Mercosul em março, no Paraguai”, contou a atleta.
O período de férias está terminando e ela começará a preparação para o Brasileiro, em janeiro.
Os treinos seguem as periodizações necessárias para cada fase. “A participação feminina sempre é grande e com disputa muito acirrada”, enalteceu.
Preconceito
A atleta destacou que no meio esportivo não existe nenhum preconceito quanto ao fisiculturismo, mas talvez ocorra um pouco na sociedade em geral, pois o que é diferente não agrada a todos.
“Quando saio com meu marido e as crianças percebemos olhares. Ser atleta fisiculturista não é apenas praticar um esporte e sim um estilo de vida porque requer foco, dedicação e renúncias, pois só assim é possível alcançar o sucesso e objetivo”, contou a atleta.
Ela disse que não se preocupa com o pensamento das pessoas, pois para conseguir se preparar para enfrentar uma competição de fisiculturismo é preciso anos de dedicação e trabalho.
“Quando uma atleta é campeã de um campeonato importante como eu fui do Sul-Americano ela se torna o padrão da categoria sendo espelho para as outras atletas”, concluiu.
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