
É que a Unicamp Cello Ensemble, uma orquestra formada somente por violoncelos, fez o primeiro concerto na cidade, no domingo, 6, comandada pelo professor Lars Hoefs e com a participação de 12 músicos, entre alunos e ex-alunos do curso de música do Instituto de Artes.
Eles acabaram de lançar o CD Violoncelos sem Fronteiras, patrocinado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Estado da Cultura.
“O compositor brasileiro Villa-Lobos foi o primeiro a compor para essa formação. A obra foi Bachianas Brasileiras nº1, peça que faz parte do nosso repertório. Hoje em dia, é uma formação que vem crescendo e se tornando cada vez mais popular”, contou a ex-aluna Ana Clara Ferreira Alves, que mora em Jaguariúna.
A apresentação que faz parte da turnê de lançamento do CD foi realizada após a missa das 19h, na Matriz e acompanhada por cerca de 100 pessoas. “Gostamos muito da apresentação. Foi muito bom o ambiente, a acústica, o público, enfim, foi ótimo. São nove concertos no total para divulgação do trabalho. Com a oportunidade de ter tocado em Jaguariúna, continuamos com o nosso projeto de apresentação nas cidades da região e disseminação da música erudita”, analisou Ana Clara.
O CD Violoncelos sem Fronteiras apresenta três grandes obras para conjunto de violoncelos nunca gravadas: “Divertimento pour ensemble de violoncelles” do compositor Lalo Schifrin; “Bach a la Baiao” de David Ashbridge e “Maracaibo” de Eugene Friesen. Essas três obras contam com influências de jazz e elementos da música popular da América Latina.
Inicialmente a orquestra foi formada para execução de obras escritas para essa formação e também de arranjos, auxiliando os alunos no aprendizado da música em conjunto. Com a prática camerística e o aprimoramento técnico do grupo, o objetivo passou a ser o de disseminar a música erudita com concertos abertos ao público.
A orquestra já se apresentou em diversas cidades da região, como Piracicaba, Limeira, Bragança Paulista e eventos, entre eles, Rio International Cello Encounter e Festival de Inverno de Campos do Jordão.
Para o próximo ano, a proposta é dar continuidade ao trabalho, além de explorar mais músicas originais para grupos de cello, aumentando o nível de dificuldade e também de qualidade da produção musical.