
O início da construção da obra ocorreu em 1889, pelo engenheiro alemão Guilherme Giesbrecht, atendendo ao pedido do coronel Amâncio Bueno.
No ano de 2017, após vistoria no prédio, o professor Marcos Tognon, do grupo Inovação e Pesquisa para o Restauro (IPR) da Unicamp, apresentou um estudo de conservação da Matriz, para representantes da Paróquia de Santa Maria e do Conselho do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Arqueológico, Documental, Ambiental e Paisagístico de Jaguariúna (CONPHAAJ).
Na época, ele destacou o teto interno da Matriz. “É uma técnica muito antiga e temos registros em Pompeia, sendo uma estrutura leve feita de madeira e preenchida com argamassa calcaria. No Brasil foi utilizada nos séculos 18 e 19, e começo do 20. Na região da Mogiana que começa em Jaguariúna e vai até Mococa, poucas igrejas mantiveram essa estrutura original, então, uma das questões mais importantes de Jaguariúna é ser um dos poucos exemplares de estuque fasquiado do Estado de São Paulo, feito provavelmente por artesãos de origem italiana ou alemã”, ressalta o professor Marcos Tognon.
Ele explica que todo o trabalho de restauro precisa primar por três conceitos: respeitar o máximo a estrutura original do edifício e intervir o menos possível, atualizar o edifício em termos de infraestrutura e criar uma série de rotinas de prevenção para conservação correta dos pisos, dos elementos artísticos e pintura.
“Todo restauro é um reaprendizado de como era feito antigamente, e é muito estimulante, por isso, precisa de profissional com sensibilidade, capacidade e habilidade para fazer esse tipo de intervenção”, analisa