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Memórias de Jaguariúna: Como era no tempo do carbono e da máquina de escrever?

por Gislaine Mathias em 21/01/2020 Professora Marlene com a aluna Stefani Scareli durante aula na Escola de Datilografia no Salão do PadreNa era da máquina de escrever, a datilografia se tornou um importante aliado ao surgimento de novas oportunidades de aprendizado e empregos.
 
A primeira Escola de Datilografia de Jaguariúna foi implantada pelo Padre Gomes e as aulas aconteciam no Salão, onde atualmente funciona a Creche Santo Antonio. Maria Helena Borges da Silva, conhecida como Marlene Borges, assumiu a função de professora em setembro de 1974, no lugar de Carmem Maria dos Santos, com quem aprendeu a profissão.
 
“Quando entrei eram sete máquinas, mas com o tempo, o Padre Gomes foi adquirindo mais equipamentos e chegamos a ter um total de 30. Na época, nós fechamos um contrato com a Prefeitura e passamos a atender de 80 a 150 guardinhas por ano”, relata Marlene. 
 
Os alunos, com idade a partir dos 11 anos, aprendiam a redigir todos os tipos de cartas e documentos, ofícios, memorandos, atestados, contratos, atas e recibos, e usavam desde papel carbono, estêncil até pautado.
 
Primeiro veio a máquina manual, depois a elétrica e eletrônica. Com o certificado, era possível arrumar emprego em diversos locais, como, escritórios, cartórios, clínicas e bancos.
 
“Ter um diploma de datilografia era uma honra muito grande, pois mostrava que estava pronto para o mercado de trabalho”, ressalta Marlene.

Ela salienta que o curso era tão importante, por reprovar, na prova prática, candidatos em concursos públicos. De 1974 até 2002, 5.912 alunos passaram pelas aulas de datilografia, em Jaguariúna. Na atualidade, em alguns casos, as pessoas ainda utilizam as velhas máquinas de escrever.

 
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