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Alunas da FAJ criam aplicativo Dona Penha no combate à violência contra a mulher
por Redação/Estrela da Mogiana em 18/08/2016
Com o objetivo de contribuir no combate à violência contra a mulher e colaborar de forma preventiva e informativa para diminuir as ocorrências, alunas do curso de Direito da Faculdade de Jaguariúna (FAJ) criaram o aplicativo ‘Dona Penha’, que já está disponível para Android e muito em breve para IOS.“O projeto está só no começo, mas pretendemos ir muito longe com ele, e salvar cada dia mais vítimas”, comentam Joyce Cardoso, Priscila Pereira e Renata Oliveira, idealizadoras do aplicativo.
“Escolhemos este sistema porque é uma ferramenta que sempre está à mão, no celular, e ajuda, por exemplo, uma pessoa que está no ponto de ônibus ou qualquer outro lugar, pois o app funciona mesmo sem o acesso a internet. Pode-se entrar e visualizar as informações, diferente de um site ou blog que tem que ter internet", explicam.
O ‘Dona Penha’ traz informações sobre a Lei, fala sobre quem é Maria da Penha e a sua história, apresenta depoimentos de autoridades de Jaguariúna, além de oferecer um chat onde as pessoas podem se comunicar on-line.
Lei
No domingo, 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completou dez anos de existência e criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Mesmo com a Lei, o Brasil registrou, nos dez primeiros meses de 2015, 63.090 denúncias de violência contra a mulher - o que corresponde a um relato a cada 7 minutos no País.
Os dados são da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), a partir de balanço dos relatos recebidos pelo Ligue 180.
O Ligue 180 também registrou 19.182 denúncias de violência psicológica (30,40%), 4.627 de violência moral (7,33%), 3.064 de violência sexual (4,86%) e 3.071 de cárcere privado (1,76%).
Os atendimentos registrados mostram ainda que 77,83% das vítimas têm filhos e que mais de 80% destes filhos presenciaram ou também sofreram a violência.
Os dados mostram ainda que, entre os relatos de violência, 85,85% corresponderam a situações em ambiente doméstico e familiar. Na maioria dos relatos (67,36%), as violências foram cometidas por homens com os quais as vítimas tinham ou já tiveram algum vínculo afetivo, como cônjuges, namorados, ex-cônjuges ou ex-namorados.
Em cerca de 27% dos casos, o agressor era um familiar, amigo, vizinho ou conhecido.
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