Memórias de Jaguariúna: A fotografia como hobby através das lentes de Chafi
por Gislaine Mathias/Estrela da Mogiana em 24/07/2019
Conhecido pelo apelido de Chafi, o morador de Jaguary, Serafim Abib era um apaixonado pela fotografia. Na sua juventude, gostava de fotografar tudo que acontecia no distrito, desde as primeiras comunhões, casamentos, desfiles escolares, paisagens e a praça da igreja.E em muitas fotos, costumava subir na torre da igreja para ter uma visão mais panorâmica dos acontecimentos e dessa, maneira, nos deixou registros de como era o centro histórico de Jaguary.
Numa época, em que não existia o hábito de tirar fotos, ele foi responsável pelo maior registro fotográfico de Jaguariúna das décadas passadas, mostrando detalhes do cotidiano, do modo de viver do jaguariunense e de suas festas.
Ele nasceu no dia 22 de setembro de 1924, em Campinas, e pertencia a uma das famílias libanesas que morava no distrito de Jaguary, se casando em 5 de julho de 1962, com Idalina de Souza Abib.
Os seus registros, na atualidade, são responsáveis por ajudar a construir e perpetuar a história de Jaguariúna. As fotografias, têm esse significado, o de eternizar momentos. A sua coleção na Casa da Memória reúne mais de 350 imagens.
Além do hobby pela fotografia, ele jogou futebol, foi vereador por duas legislaturas (como voluntário e sem remuneração), se formou bacharel em Direito e trabalhou em vários locais e serviços, sendo funcionário do Instituto Brasileiro do Café, como fiscal federal.

Veja mais:
- Memórias em vídeo: As paixões pelas estações de Vila Albertina e Guedes No segundo vídeo, Manoel Rodrigues Seixas conta detalhes de como era a estação de Vila Albertina e o trabalho em Guedes.
- Site disponibiliza versão online do livro Memórias de Jaguariúna O primeiro volume do livro já pode ser acessado em PDF, no link abaixo. O projeto nasceu com a proposta de resgatar momentos da história.
- Lembranças do pai ferroviário e o primeiro emprego de telegrafista Neste trecho da entrevista de Manoel Seixas para o projeto Memórias de Jaguariúna, ele comenta sobre o seu pai e a sua primeira profissão.