Casarão da Família Poltronieri: marco da preservação do patrimônio histórico
por Gislaine Mathias/Estrela da Mogiana em 07/05/2019
O Casarão Poltronieri, datado de 1896, é um patrimônio histórico que ainda resiste ao tempo e agora sediará a Biblioteca de Jaguariúna. Antigamente, o local sediava várias atividades e mais recente abrigou o Banco Banespa, e mais tarde, o Santander. O morador de Jaguariúna, Hermelindo Poltronieri Junior, conhecido por Bilu, recorda do tempo de Vila Bueno e de Dsitrito de Jaguary, quando no prédio funcionava o Bar do Ponto e na esquina tinha um bazar com coisas para costura e outra parte de secos e molhados, onde se vendia arroz e feijão.
“O que me marcou bem no bazar era a tripa do estilingue, feito com a borracha de câmera de ar, e que todo mundo comprava. Era cortado bem retinho. Atrás do prédio tinha um salão grande, que foi cinema mudo, e funcionava com músicos tocando ao vivo embaixo da tela. Tinha sessão só no final de semana. A família Poltronieri tinha muita habilidade musical”, relata.
Ela ainda lembra que o local era usado para engarrafar vinho. “Nos demais dias da semana, era usado para engarrafar vinho e fazer cerveja, e também se alugava para casamento. Depois, o prédio teve funerária e o caixão era feito em um dia. Era um caixão simples. Me contaram também que eles compravam vinho italiano, de atacadistas em São Paulo e quando retiravam da cartola para engarrafar, separavam o azeite de oliva que vinha por cima da bebida para não deixar azedar o vinho”, relata.
Veja mais:
- Memórias em vídeo: As paixões pelas estações de Vila Albertina e Guedes No segundo vídeo, Manoel Rodrigues Seixas conta detalhes de como era a estação de Vila Albertina e o trabalho em Guedes.
- Site disponibiliza versão online do livro Memórias de Jaguariúna O primeiro volume do livro já pode ser acessado em PDF, no link abaixo. O projeto nasceu com a proposta de resgatar momentos da história.
- Lembranças do pai ferroviário e o primeiro emprego de telegrafista Neste trecho da entrevista de Manoel Seixas para o projeto Memórias de Jaguariúna, ele comenta sobre o seu pai e a sua primeira profissão.