Memórias de Jaguariúna: Os primeiros passos e as dificuldades do município emancipado
por Gislaine Mathias/Estrela da Mogiana em 16/04/2019
Na Fazenda Florianópolis aconteceu a primeira reunião para cuidar do processo de emancipação político-administrativa de Jaguariúna, segundo notícia no jornal A Comarca, de 2 de janeiro de 1952. Em 30 de dezembro do ano seguinte, acontecia a emancipação político-administrativa de Jaguariúna.A população era estimada em 4.945 habitantes, sendo 1.490, na zona urbana. O novo município possuía quatro estabelecimentos industriais. O primeiro prefeito de Jaguariúna foi Joaquim Pires Sobrinho, o Quinzinho, que tomou posse em 1º de janeiro de 1955.
E foi neste quadro econômico que alugou um casarão antigo para primeira prefeitura. Efetuou a compra de alguns móveis e máquina de escrever. Não havia veículos e o prefeito usava o próprio carro. Entre as obras da primeira administração estão Reforma do Matadouro Municipal, colocação de guias e sarjetas nas ruas do centro, elaboração dos primeiros projetos da Rede de Água e Esgoto e Instalação do Posto de Puericultura.
“As dificuldades eram todas. A limpeza da cidade era feita por uma carrocinha e um burro. Era pouquíssima gente trabalhando para roçar as estradas e tapar buracos, e ainda era usado o enxadão, naquela época. Depois, a prefeitura comprou um caminhãozinho Chevrolet e o Vicente do Ipiranga cedeu o motorista para o Quinzinho, e ai melhorou a situação. Já levava a turma para roçar estrada e começou aumentar os funcionários e chegamos ter 50 homens trabalhando. Era muito difícil, principalmente a água, pois a maioria da cidade tinha poço e fossa”, relatou um dos primeiros funcionários da Prefeitura, Plínio Franceschini (Tuta).
Ele ainda disse em entrevista na edição de 64 anos de Jaguariúna, do site Estrela da Mogina, que os carnês de imposto ele distribuía nas casas, pois naquela época eram cerca de 800. “Era uma luta e entre as dificuldades estava a de locomoção, aqui passava um ônibus, com três horários. Muita gente ficava esperando carona. Daquela época, eu tenho saudade das amizades”, contou.

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