
Segundo relata Dulcemar Martins Ferrari era um trabalho muito penoso por ser praticamente braçal, pois a pedra era quebrada na mão, com uma marreta. Com o tempo, o seu pai, Gilberto, conseguiu comprar um britador e essa aquisição melhorou o andamento do trabalho.
Ele coordenava todos procedimentos, desde a organização da carga para carregar nos vagões do trem até a preparação para a explosão da rocha com dinamite.
Após a explosão, os funcionários quebravam as pedras maiores, ainda com a marreta, para colocar no trole, que levaria até o local para serem moídas. Elas eram atiradas na boca do britador, quebradas e saíam em pedaços de diferentes tamanhos, desde o pó de pedra até as que eram utilizadas nas linhas férreas.
“Era um trabalho árduo e haviam funcionários que não conseguiam ficar por muito tempo no serviço porque era muito penoso”, frisou Dulcemar. As pedras retiradas da pedreira eram utilizadas pela Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. A pedreira, atualmente, ocupa a mesma área original, no bairro Capotuna. Porém, nos dias atuais, pertence à empresa Basalto.
Fotos
Pedreira da Mogiana