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Dois casarões históricos com data da fundação da Vila Bueno resistem ao tempo e a modernidade

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Casarão pertenceu ao capitão e tabelião Ulisses Massoti, na rua Cândido Bueno, e atualmente teve a fachada restaurada (Acervo Casa da Memória)
Casarão pertenceu ao capitão e tabelião Ulisses Massoti, na rua Cândido Bueno, e atualmente teve a fachada restaurada (Acervo Casa da Memória)
Dos 11 casarões históricos da fundação da Vila Bueno e que foram projetados na planta do engenheiro alemão, Guilherme Giesbrecht, de 1894, encomendada pelo coronel Amâncio Bueno, apenas dois permanecem restaurados e guardam as marcas do passado de Jaguariúna. 
 
A pousada Vila Bueno, na Rua Alfredo Engler, foi residência do fundador da cidade, Amâncio Bueno, com a segunda esposa Hermelinda Romanini e dez filhos.
 
A casa ainda foi abrigo para os alunos do Colégio Rosa, em 1889 por ocasião da onda de epidemia de febre amarela que atingiu Campinas.
 
O Casarão foi sede da Pensão da Mariquinha, de propriedade de Maria Munaretti Picelli. A partir dos anos 60, a filha Maria Picelli Carneiro, conhecida por Marica, assumiu a função de administrá-la, até 1981.
 
Já na década de 90, a memorialista Maria Abigail Nogueira Moraes Ziggiatti adquiriu a pensão e após um trabalho de restauração passou a ser chamado de Vila Bueno.
 
Outro prédio que se destaca no quesito restauração é o Casarão, que pertenceu ao capitão e tabelião Ulisses Massoti, na rua Cândido Bueno. Além de utilizar como residência, o prédio se torna a sede da Casa Comercial de Bueno e Ferreira, o 1º cartório da cidade.
 
Em 17 de setembro de 1897 foi inaugurado e em março de 1898 foi realizada a primeira eleição do distrito de paz de Jaguary. O estabelecimento funcionou neste endereço até 1923. 
 
O casarão permaneceu abandonado por um período até ser restaurado por Lúcia Maria de Moraes Ribeiro, sendo adaptado para restaurante e eventos. Já foi conhecido pelo nome de Casarão Imperial e em 2005 passou por reforma para sediar a Biblioteca Municipal.
 
E na fase mais recente foi adquirido pela empresa ITF Comercial, de Holambra, que preservou o patrimônio mantendo a sua fachada original, e será um espaço para eventos. 
 
Descaracterizadas
 
As demais construções do início da formação sofreram com a ação do homem, sendo que seis foram demolidas e três estão descaracterizadas em comparação com os projetos originais.  
 
Na rua Cândido Bueno, por exemplo, em frente à Praça, está o prédio comercial que pertenceu ao imigrante italiano Antonio Galo, o Peroba, e funcionava como residência e conserto de relógios. Esse prédio está totalmente descaracterizado.
 
Outro exemplo é a construção, que pertenceu a Generoso Castanho. Nos anos 40 chegou a ser adquirido por Gilberto Martins, responsável pela pedreira e depois pelo comerciante libanês Calil Abib Najjar, sendo voltado para a venda de roupas, tecidos, perfumes e calçados.
 
No século XXI, o prédio passou por uma intervenção e teve parte da sua fachada original demolida para uma nova construção de dois andares.
 
Fotos
Antigo Casarão já sediou eleição (Acervo Casa da Memória)
Casarão de Ulisses Massoti sediou a primeira eleição no distrito de Jaguary (Acervo Casa da Memória Pe Gomes)
Casarão passando por um processo de restauro (Acervo Casa da Memória)
Casarão segue restaurado e se tornou espaço de eventos após ser adquirido por empresa de Holambra (Foto Gislaine Mathias)
Casarão foi residência do fundador de Jaguariúna Coronel Amâncio Bueno (Acervo Casa da Memória Pe Gomes)
Casarão se transformou em pousada Vila Bueno e foi totalmente restaurado (Foto Gislaine Mathias)
Foto mostra duas construções que integram as 11 primeiras casas da planta da Vila Bueno de 1894 (Acervo Casa da Memória Pe Gomes)
Foto atual mostra a ação do homem e o patrimônio histórico sofrendo intervenções (Foto Gislaine Mathias)
Patrimônio