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História da ferrovia está presente nas antigas construções na cidade de Jaguariúna

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Estação de Jaguariúna, atual Centro Cultural, foi passagem de trens de passageiros e de cargas (Acervo Casa da Memória)
Estação de Jaguariúna, atual Centro Cultural, foi passagem de trens de passageiros e de cargas (Acervo Casa da Memória)
Jaguariúna tem uma forte ligação com a ferrovia. No ano de 1875 era inaugurada a linha férrea de Campinas a Mogi Mirim, e desde então, o trem se tornou presente no cotidiano do pacato lugarejo, que na época era formado por grandes fazendas de café.
 
Com o decorrer do tempo, o cenário foi se modificando. De Vila Bueno para Distrito de Paz de Jaguary e município, mas a ferrovia continuou fazendo parte da história de Jaguariúna, através de prédios, da velha maria-fumaça e de monumentos.
 
Ponte 1875
 
A Ponte de 1875, que num passado distante era passagem para a locomotiva a vapor, se transformou num marco histórico da chegada da ferrovia, na estação de Jaguary.
 
Já foi conhecida como Ponte do Jatobazeiro e Ponte Vermelha, mas na atualidade leva o nome de Pedro Abrucês, que foi responsável pelo projeto que realçou ainda mais esse patrimônio histórico, com uma decoração feita com trilhos, na década de 90. Atualmente é um dos pontos turísticos de Jaguariúna, sendo utilizada no dia a dia como passagem de veículos e pedestres.
 
Casa do Chefe
 
A Casa do Chefe de 1879 foi construída toda em pedra e passou por uma restauração nos anos 90. O prédio permanece preservado e atualmente é sede da Guarda Municipal e do Centro de Operações e Inteligência (COI).
 
Estação de Jaguariúna
 
Em 15 de dezembro de 1945, a Companhia Mogiana inaugurava a Estação de Jaguariúna em substituição a construção de 1875. Durante um período, o local foi bastante movimentado recebendo trens de passageiros e de carga, até que encerrou as atividades, em 1978.
 
No início da década de 90, a estação de Jaguariúna se transformava em Centro Cultural e anos mais tarde passou a ser chamado de Zi Cavalcanti. O local sediava palestras, eventos e encenações de peças de teatro.
 
Também foi colocada uma locomotiva a vapor e um carro de passageiros em exposição, sendo que na época chamou bastante atenção dos moradores e das pessoas de outras cidades. A Maria Fumaça voltaria a estação em 2006, quando foi inaugurada uma nova ponte, só que desta vez, as viagens seriam voltadas ao turismo.
 
A estação foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), em 2015. Também foram mantidos os dois semáforos, conhecidos como ‘pau de sinal’, ao longo da Avenida Marginal.
 
Estação de Guedes
 
A segunda estação de Guedes foi inaugurada no ano de 1945 e projetada seguindo o estilo clássico das construções ferroviárias inglesas. A obra substituiu o prédio, datado de 1897, sendo que na atualidade permaneceu a Casa do Chefe em propriedade particular.
 
Depois de desativada na década de 1970, a estação nova de Guedes permaneceu por um período abandonado até sofrer a intervenção de um projeto de restauração, sendo inaugurada no ano de 2012.
 
 
Fotos
Estação ferroviária se transformou em Centro Cultural (Acervo Casa da Memória)
Estação Ferroviária de Jaguariúna parou de receber trens de passageiros e de cargas no final da década de 70 (Acervo Casa da Memória Pe Gomes)
Outro ângulo de como era a Estação Ferroviária de Jaguariúna (Acervo Casa da Memória)
Locomotivas da ABPF ficaram por um período em exposição na Estação (Acervo Casa da Memória)
Após a restauração, o Centro Cultural recebeu uma locomotiva e um carro de passageiros, no início da década de 90 (Crédito arquivo pessoal)
Centro Cultural se transformou num dos principais pontos turísticos da cidade. No projeto de restauração foram mantidas as suas características externas de fachada e o piso hidráulico. (Crédito: Gislaine Mathias)
Foto mostra a Ponte de 1875 como era antes de ganhar a decoração em trilhos (Acervo: Casa da Memória Pe Gomes)
Ponte de 1875 é o principal marco da chegada da ferrovia em Jaguary e vem sendo restaurada ao longo do tempo (Arquivo pessoal)
Casa do Chefe foi construída no ano de 1879 e continua preservada (Crédito: Gislaine Mathias)
Primeira estação de Guedes funcionou até o ano de 1945 (Acervo Casa da Memória Pe Gomes)
Depois de desativada, a segunda estação de Guedes ficou abandonada por vários anos (Acervo Casa da Memória Pe Gomes)
Prédio é restaurado e entregue para a cidade em 2012, e desde então, sedia o evento Café com Viola e aulas da Escola das Artes, que foram paralisados em virtude da pandemia da Covid-19. (Crédito: Gislaine Mathias)
Construções da ferrovia