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Memórias de Jaguariúna: Momentos de brincadeiras e orações no distrito de Jaguary

por Gislaine Mathias em 25/09/2019 Era costume do pai Carlos Turato, subprefeito e primeiro vice-prefeito de Jaguariúna, e da mãe Oscarlina Pires Turato, primeira professora residente do distrito, reunirem as crianças do local para fazer teatrinhos em sua casaA vida no Distrito de Paz de Jaguary era bastante tranquila. Os moradores, eram parentes ou amigos, e independente do grau de parentesco, todas famílias se conheciam e participavam de diversas atividades em comunidade. Thereza Turato Medéia recorda que à noite era um hábito reunir a turma de crianças da Rua Cândido Bueno para brincar, pois era muito tranquilo e não passava carro como ocorre na atualidade.
 
“Nós brincávamos de cirandinha, de peteca, esconde-esconde e até os nossos pais entravam no meio das brincadeiras. Também contavam histórias de assombração e depois morríamos de medo na hora de dormir. Foi uma infância muito gostosa”, destaca Thereza.  
 
Ela ainda recorda que os pais Carlos Turato e Oscarlina Pires Turato reuniam as crianças, que eram parentes, assim como as demais do distrito, para fazer teatrinhos, em sua casa. “Naquela época não tinha distração e minha família reunia quase todos da Vila. A gente brincava de teatro o dia inteiro. Meu pai também fazia cirquinho com os filhos à noite. A gente sentava na sala, meu pai cantava os cânticos de igreja, depois fazia algumas brincadeiras e contava histórias”, recorda.
 
Na Fazenda Capim Fino, também de propriedade da família, Thereza possui várias recordações, tais como, das procissões que eram realizadas em tempo de seca, na década de 30. “Quando faltava chuva um colono avisava o outro para a reza do terço e quando acabava a procissão já chovia. Era uma época muito boa”, finaliza Thereza.
Na Fazenda Capim Fino de propriedade da família aconteciam as procissões, em tempo de seca, pedindo chuva, na década de 30
 
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