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Memórias de Jaguariúna: Centro Telefônico e os desafios de falar ao telefone naquele tempo

por Gislaine Mathias em 02/07/2019 Telefonista Adair Bodini era uma das funcionárias do Centro TelefônicoFalar ao telefone há 50 anos não era uma tarefa tão fácil como na atualidade. E quando Antonio Marques de Oliveira chegou à cidade, no ano de 1965, o Centro Telefônico de Jaguariúna, contava com 100 telefones. Com uma visão de empreendedor, Antonio, que logo passou a ser chamado pelo apelido de Toninho do Centro, apostou em mudanças, tais como, a troca de postes e a fiação, além da criação de um posto de serviço, no bairro Roseira. Em pouco tempo, foi registrado o crescimento do número de telefones, chegando a marca de 300 terminais.
 
As irmãs Nádia Maria Marques de Oliveira Ramos e Nara Cristina Marques de Oliveira Machado de Sousa recordam que a colocação de postes de madeira e a troca de fiação eram realizados de forma braçal, pois não existiam equipamentos. Naquela época, Toninho do Centro contava com uma caminhonete e a ajuda de dois funcionários.
 
As ligações eram feitas somente pelas telefonistas e quando eram solicitadas pelos usuários, em suas residências. Já para quem não tinha aparelho de telefone em casa, podia recorrer à cabine telefônica. Outra complicação era no momento do interurbano, pois a demora podia ser até de um dia para conseguir falar com a pessoa de uma outra cidade. Na maioria das vezes, as ligações não chegavam com boa qualidade sonora para os usuários.
 
O preço da ligação era por minuto e quando terminava de falar já era passado o valor que tinha gasto. Elas relatam que o pai fazia a conta das ligações de cada pessoa à mão, contendo todas as informações e todo mês entregava para os usuários.  
 
O Centro Telefônico contava com quatro telefonistas, e funcionava até às 22h. Depois desse horário até de manhã seguinte, a família se revezava no atendimento das ligações. E chegou a funcionar até por volta de 1977, quando foi assumida pela Telesp.
 
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